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Publicidade em streaming: o consumidor aceita ou não?

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Publicidade em streaming: o consumidor aceita ou não?

Luiz Tanisho, da Rakuten Advertising, e Fabricio Proti, da Paramount, analisam o comportamento do público

Giovana Oréfice
27 de abril de 2022 - 6h03

Há alguns anos, o cenário em que a publicidade em televisão aberta perderia força poderia parecer impossível. Contudo, a ascensão de grandes players do streaming, como Netflix, Amazon Prime Video e Disney+ já chama a atenção dos anunciantes e, ao que tudo indica, a relação tem sido promissora. Levantamento realizado pela asiática Rakuten Advertising mostra que a TV tradicional vem perdendo força no Brasil: 56% da população acredita que as plataformas superam a televisão. O resultado contrasta com a média global de 41%.  

 

(Crédito: Diego Cervo/Shutterstock)

Quando o assunto é publicidade, os dados também indicam para um caminho otimista. Segundo a pesquisa, 71% dos espectadores em todo o mundo afirmaram comprar ou comprar ocasionalmente produto ou serviço pesquisado após verem anúncios em serviços de streaming em vídeo. Já no Brasil, a porcentagem é de 81%. De acordo com Luiz Tanisho, vice-presidente da Rakuten Advertising no Brasil, o mundo digital passa por cenário de transformação nos veículos de publicidade digital, com foco em ampliar a eficiência dos anúncios e a taxa de conversão a partir da personalização do conteúdo – apoiada pelas novas possibilidades abertas com o avanço das mídias digitais.

Entre os desafios da publicidade digital, o executivo salienta a necessidade de se criar alternativas que engajem o público e sejam criativas, algo fundamental para que as taxas de conversão continuem a crescer. “Uma vez entendida cada nova oportunidade aberta pelo avanço da digitalização do consumo e das mídias digitais que entregam conteúdo de forma cada mais rápida, acessível e abrangente para todos, a criatividade do brasileiro tende a imperar – o que impulsiona um universo de possibilidades para a publicidade digital”, aponta Tanishiro. 

Outro atrativo da publicidade via streaming é a capacidade de customização de projetos. “Quando pensamos em oportunidade para anunciantes temos, em plataformas como a PlutoTV, a possibilidade de segmentação contextual tendo como base os mais de 70 canais da plataforma, que são agrupados de forma a construir relevância entre o momento de consumo e mensagem publicitária”, afirma Fabricio Proti, vice-presidente sênior de ad sales para AVOD & Pay TV na América Latina & gerente-geral da Paramount no Brasil. “Outra grande vantagem do meio streaming é o acesso deste inventário via mídia programática, garantindo excelente performance nas métricas de mídia digital como viewability, audioability, view thrue rate e cost per completion view”, acrescenta. 

Ainda, estratégias omnichannel devem estar na mira das marcas. O estudo da plataforma asiática indica que 57% do público consultado usam o celular ao mesmo tempo em que consomem conteúdo via streaming, e, no Brasil, esse dado alcança 59%. Isso ressalta o fato de que o impacto multitela é valioso. Ainda, 80% disseram que simultaneamente à TV conectada, navegam pela web de forma geral ou em busca de produtos específicos. “É possível gerar conversão quase instantânea, em que o usuário é impactado enquanto assiste, se interessa pelo produto, faz a busca em seu celular e já concretiza a compra – muitas vezes sem precisar pausar o conteúdo consumido”, ressalta o vice-presidente da Rakuten Advertising. 

Avanço da modalidade
No Brasil, os anunciantes ainda parecem estar tímidos em relação à publicidade no streaming. Proti declara que o principal desafio da PlutoTV é aumentar o número de parceiros, evoluir a presença das marcas e, acima de tudo, cativar o mercado. “Estamos em fase de convencer marcas a conhecerem e explorarem o streaming como novo e eficiente meio. A leitura e aprendizado até agora é que as marcas encontram no streaming um ambiente ideal para construção de awareness/consideração, construção de diferentes atributos de marcas, lançamento de produtos, realização de promoções e para fidelização”, detalha. O executivo aponta ainda que o aprendizado vem de cases de sucesso que podem servir de exemplos para outras marcas. 

Um ponto ressaltado pelo executivo da Rakuten é que o Brasil é considerado um mercado que costuma acompanhar tendências externas após o desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias e formatos de mídia em países como os Estados Unidos, por exemplo. Somada a tendência ao fato de que o País reúne 134 milhões de usuários de internet, segundo dados do IBGE, um dos desafios é adaptar um movimento que já acontece lá fora para a realidade nacional. 

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