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Corporate Venture: Inovar para Crescer

Uma tática que ajuda a manter o foco em inovação, a longo prazo, em termos financeiros e estratégicos

12 de novembro de 2020 - 8h00

Carolina Strobel

Oi pessoal,

Vou estar por aqui falando sobre o mundo das startups, venture capital e inovação todos os meses.

A ideia é trazer a informação de maneira fácil e didática para que haja uma troca de experiências bem legal.

Vamos falar?

As corporações da era Covid vivem um momento único para repensar a sua estratégia de inovação e ambição digital. Não dá para deixar de aproveitar este alinhamento dos astros e começar a executar projetos que podem estar na gaveta há muito tempo. Até porque, para acompanhar a velocidade das mudanças que estamos vivendo, é preciso abraçar um processo de open innovation, um olhar para fora e além.

E é aí que as empresas emergentes, ou startups, entram no jogo, com a sua natureza ágil, disruptiva e inovadora. Nenhuma corporação consegue mimicar inteiramente estas capacidades.

Mas como fazer com que este universo corporativo fique mais próximo das startups?

Existem vários caminhos, mas hoje eu queria falar sobre corporate venturing. Uma tática que ajuda a manter o foco em inovação, a longo prazo, em termos financeiros e estratégicos.

É assim: Uma corporação compra uma participação acionária em uma startup que pode, ou não, estar dentro do seu alinhamento estratégico e começa a conviver com o dia a dia e o desenvolvimento desta empresa.

Este relacionamento proporciona oportunidades multidimensionais: aumento de vendas e lucros com a criação de novos ecossistemas, melhoria de eficiências internas, alinhamento estratégico com empresas emergentes, diversificação de risco e resultados financeiros, além do aumento da habilidade de se tornar um líder na categoria.

Enfim, permite que a corporação esteja presente em áreas onde nunca esteve, ou estaria, além de trazer pipeline para o desenvolvimento de negócios e futuras aquisições.

Saindo da teoria e entrando na vida real: A Intel Capital já adquiriu mais de 300 empresas do seu portfólio. Além dela, Google Ventures, Qualcomm Ventures, Softbank Capital e Comcast Capital são algumas das companhias que, consistentemente, adquirem empresas do seu próprio programa.

Em 1914, a DuPont investiu em uma pequena startup de automóveis chamada General Motors. A valorização da GM, além de um retorno financeiro direto, posicionou a DuPont como fornecedora líder para a indústria automotiva durante muitos anos.

Outro exemplo interessante é o iFund, da Apple, que em 2018 investiu US$100 milhões em empresas desenvolvedoras de jogos e ferramentas. Foi assim que a Apple, rapidamente e com um custo muito baixo, construiu uma massa crítica de aplicativos que viabilizou o ecossistema para o sucesso do iPhone, inspirando também inúmeros outros movimentos de corporações em diferentes indústrias.

Mas como encaixar o corporate venturing dentro da estrutura de uma corporação? Bom, existem diferentes formatos: pode ser um braço de investimentos coligado ou autônomo, um fundo de venture capital já estabelecido e até mesmo combinações híbridas. Quem vai ditar o formato é o objetivo final a ser atingido.

Fato: o corporate venture global triplicou entre os anos de 2011 e 2019 e mais de 60% dos unicórnios americanos receberam investimentos deste tipo. Aliás, quase todas as empresas Forbes 500 possuem iniciativas de corporate venture ou assemelhados (via aceleradoras ou incubadoras) para reforçar e acelerar as iniciativas internas.

Sem dúvida, o sucesso de um programa como este depende de um time local experiente, do alinhamento de objetivos e do envolvimento e comprometimento, a longo prazo, da liderança.

Twist:  corporate venturing não serve apenas para grandes corporações… também se adapta a empresas de médio porte e family offices, ou seja, faz parte de diferentes estratégias de inovação que potencializam o conhecimento e a vantagem competitiva.

Pense nisso! 

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