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Por mais campanhas de impacto positivo

A publicidade que une marketing e causas de impacto social

17 de novembro de 2020 - 8h00

Inaiara Florêncio

Estamos com um pé em 2021 e esse ano foi pra lá de intenso. Nem preciso dizer que a situação em meio ao COVID-19 foi desafiadora e continua sendo incerta e impactando todes nós. Mas no meio desse cenário árduo os conteúdos de impacto positivo ganharam mais espaço. Com a mudança das nossas rotinas, as necessidades foram revistas e as desigualdades ficaram escancaradas, mais do que nunca.

Uma pesquisa realizada pela Meca e Talk Inc no primeiro semestre do ano confirmou uma grande expectativa por parte das pessoas em relação à atuação de marcas e empresas. Elas realmente acreditam no poder e na responsabilidade que a iniciativa privada tem em ajudar o indivíduo e a sociedade.

O público já tem confirmado sua preferência por “empresas ação”, que se envolvem em questões sociais. Vimos diversos exemplos esse ano, de Ambev à Magazine Luiza, que foram empresas que se posicionaram de forma consistente e ganharam reconhecimento do público em meio à crise, hackeando comportamento, entendendo oportunidades, olhando para negócios mas sem perder o foco na sociedade, nas pessoas e onde está a atenção delas. Imprimindo menos fórmulas de sucesso e mais personalidade em suas comunicações.

Mas o que isso significa para o futuro?
A publicidade pode ser um guia e combustível para esse processo de transformação. A linha que antes separava o marketing tradicional da responsabilidade social pode ser fluída e tudo ser unificado,  para a construção de um futuro melhor, com impacto cultural e propósito.

E isso passa por repensarmos desde os processos de criação, questionando a “comunicação tradicional”, os modelos de remuneração desiguais entre homens e mulheres, a diversidade dos times contratados e sem dúvida entender as ações efetivas de dentro das empresas e agências, no que diz respeito à combater todos os tipos de desigualdades da nossa sociedade. Esse trabalho começa dentro de casa.

Ninguém vai transformar o mundo sozinho, mas acredito que podemos mudar um pouco da lógica, repensando as iniciativas de marca, mudando as narrativas, transformando a relação com o consumidor, tudo isso com uma visão estratégica para o negócio dosada com muita atuação humana.

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