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O que mais dá para fazer na nuvem?

Ainda temos várias etapas que poderiam andar mais rapidamente, real time, de forma automática e com menos falhas se tivéssemos mais plataformas e sistemas falando entre si, na nuvem

12 de janeiro de 2021 - 8h00

Alexandre Siqueira (crédito: divulgação)

A essa altura do campeonato, cloud certamente não é uma palavra ausente do bingo dos marketeiros — talvez menos usadas do que outras, mas tem lá o seu lugar. E não é mesmo um termo novo. Pode-se até considerá-la um termo antigo, na lista de buzz words que carregamos com a gente diariamente no bolso. Mas a real, é que cloud computing é a base de praticamente tudo de bacana que rola por aí em tecnologia.

Se você pedir para alguém te resumir o que é cloud, a pessoa vai destacar rapidamente suas principais caraterísticas: permite que dados e informações sejam acessados de qualquer lugar do planeta e democratiza capacidade computacional, isto é, você não precisa comprar servidores e infraestrutura, ter um time para cuidar disso tudo, etc. Tá. Beleza. Mas o que mais tem aí para o marketing. E em 2021?

Nós já respiramos cloud 100% do nosso tempo. Nas plataformas e sistemas que usamos para acompanhar campanhas, no site de e-commerce, no relacionamento entre empresas ou consumidores finais ou dentro de casa com o time no Trello, no Slack. Ou até naquela planilha compartilhada no Google. Por trás disso tudo temos a nuvem. O que não quer dizer que não tenhamos mais oportunidades para explorar.

Um exemplo (simples de falar, mas complexo de se pôr em pé) que vejo é na operação marcas-agências-veículos. Desde a disponibilização dos inventários, compras de campanha, entrega de material e pós-venda, ainda temos várias etapas que poderiam andar mais rapidamente, real time, de forma automática, com menos falha e, talvez o mais rico de todos os aspectos, com mais coleta de dados para insights futuros, se tivéssemos mais plataformas e sistemas falando entre si, na nuvem.

Um outro olhar para cloud também é pelo seu lado democrático. E aí, pensar na pequena agência, no pequeno cliente, no pequeno influenciador (ou na grande agência e grande cliente falando com muitos pequenos influenciadores). Que capacidades, facilidades, inteligências podem ser operadas com negócios menores, considerando também que uma das coisas que a computação em nuvem permite são custos de operação e, consequentemente, preço, menores.

O Youpix indicou a força dos nano-influenciadores em 2021. Será que não temos oportunidades de plataformas e serviços para a sua própria gestão de seus negócios? E que criem novos canais para conexões e conversas com as marcas?

E aí, volto aos principais benefícios da computação em nuvem: acesso de qualquer lugar e capacidade computacional. É com esse olhar que devemos olhar para as operações de negócio que já existem e, principalmente, as novas que estamos discutindo e, com um olhar não só de marketing, mas um olhar mar-tech, e tentar achar oportunidades que nos tragam capacidade analítica e preditiva, redução de custos, dinheiro novo e aumento de eficiência das operações existentes. E tudo isso na nuvem.

*Alexandre Siqueira é diretor de customer success na Salesforce

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