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Tecnologia, hábitos e a expansão do conhecimento via redes sociais

Quanto mais chances de acessar pessoas certas e expandir conhecimentos e experiências daqueles que já estão em uma jornada de empreendedorismo tecnológico, mais sucesso e reconhecimento mundial traremos para o Brasil

18 de março de 2021 - 9h02

Renata Favale Zanuto (Crédito: Divulgação)

Nem bem entramos em 2021e a tecnologia já nos trouxe uma nova rede social queridinha entre o público entusiasta de empreendedorismo e inovação e marketing digital. O ano de 2020, marcado pela pandemia, fez com que o mundo adotasse novos hábitos. E entre essas mudanças de comportamento, está o apreço cada vez maior por podcasts e conteúdo em áudio. Segundo dados de uma pesquisa Kantar Ibope encomendada pela Globo, o número de pessoas que consomem podcasts regularmente aumentou 33% no ano passado. Isso significa que cerca de 28 milhões de brasileiros com mais de 16 anos estão interessados neste tipo de material.

Apesar de ter sido lançado no primeiro semestre de 2020, o Clubhouse viralizou por aqui recentemente e os brasileiros trataram de incorporar a rede social aos seus interesses. O aplicativo supre bem essa demanda por consumir conteúdo em áudio. Eu, por exemplo, estou fazendo uso da ferramenta desde o fim de janeiro e a experiência tem sido bastante positiva. Isso porque há uma infinidade de temas relevantes sendo discutidos nas mais diversas áreas, pois qualquer um pode criar uma sala para compartilhar conhecimento em assuntos que domina. Das pessoas que sigo, as conversas são sobre o ecossistema de empreendedorismo e inovação como um todo e o uso do marketing digital nos dias de hoje, principalmente voltado a influenciadores, cases e a relação deles com o público consumidor.

Sobre o ecossistema de inovação e empreendedorismo, tenho acompanhado papos muito ricos a respeito de inovação aberta, como: montar um time, como se preparar para receber investimentos, como escalar soluções, como fazer pitchs para investidores, entre tantos outros. O case do Clubhouse, que uniu tecnologia com novas tendências de consumo, também é uma oportunidade de conexão e acessibilidade a conteúdo de qualidade a fundadores de startups que ainda estão no início de suas jornadas. Participei, por exemplo, de uma sala que funcionava como uma espécie de mentoria, pois as startups faziam um pitch de 30 segundos e posteriormente eu e alguns outros nomes relevantes de ecossistema, como alguns investidores, fazíamos perguntas, em simulação às rodadas de investimento.

De modo geral, ferramentas que incentivem o diálogo, devem ganhar mais espaço, pois abre um leque de possibilidades de conversar com especialistas mundialmente reconhecidos em suas áreas. Ainda usando o Clubhouse como exemplo, fui ouvinte de uma conversa semanal do Ben Horowitz, autor do “The Hard Thing about Hard Things”, com um fundador de sucesso do Vale do Silício sobre liderança e a importância do papel do CEO dentro do universo de startups. O conteúdo foi extremamente rico, do nível de grandes festivais como o SXSW.

Ao mesmo tempo que a pandemia nos trouxe imensos desafios e nos vimos “presos” em nossas casas, ela também mostrou grandes oportunidades, principalmente na área de tecnologia, para tirar barreiras físicas, seja no âmbito pessoal ou profissional.  Experiências como essa são benéficas para os empreendedores, principalmente no quesito networking. É possível alcançar uma rede de contatos ampla e forte com diversas pontas, como investidores, mentores e possíveis parceiros de negócios. Aqui no Cubo Itaú a gente fala bastante de serendipidade, que são aquelas conversas espontâneas de corredor, na hora do café, no elevador, e que estão se expandindo para o ambiente online, fomentando o desenvolvimento da inovação.

Como bons entusiastas do empreendedorismo tecnológico, apostamos bastante nessa tecnologia aplicada às redes sociais como forma de gerar conhecimento e conexão. Difícil apostar em quanto tempo a febre Clubhouse deve durar, mas ouso dizer que as conexões criadas dentro do app terão um forte impacto no desenvolvimento de diversas áreas. Quanto mais chances de acessar pessoas certas e expandir conhecimentos e experiências daqueles que já estão em uma jornada de empreendedorismo tecnológico, mais sucesso e reconhecimento mundial traremos para o Brasil. No fim, todos ganham.

*Renata Favale Zanuto é co-head do Cubo Itaú 

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