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Hacks criativos ajudando players da indústria de comunicação “Crossing the Chasm”

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Hacks criativos ajudando players da indústria de comunicação “Crossing the Chasm”

Estes hacks têm a missão de ajustar, de forma dinâmica, a visão estratégica de empresas, veículos e agências, para estarem preparadas para o novo mercado

23 de abril de 2021 - 7h57

André Chaves* (crédito: divulgação)

Um livro muito conhecido pela indústria de tecnologia Crossing the Chasm, escrito por Geoffrey A. Moore, em 1991, começa com a difusão da teoria das inovações, de Everett Rogers, e argumenta que há um abismo entre os primeiros a adotar o produto (os entusiastas e visionários da tecnologia ) e a maioria (os pragmáticos). Moore acredita que visionários e pragmáticos têm expectativas muito diferentes e ele tenta explorar essas diferenças e sugerir técnicas para cruzar o “abismo” com sucesso, incluindo a escolha de um mercado-alvo, compreensão de todo o conceito do produto, posicionamento do produto, construção de uma estratégia de marketing e escolha do mais apropriado canal de distribuição de preços.

Crossing the Chasm está intimamente relacionado ao ciclo de vida de adoção de tecnologia, onde cinco segmentos principais são reconhecidos: inovadores, early adopters, maioria inicial, maioria tardia e retardatários (laggards).

Trazendo toda esta teoria para a nossa indústria de comunicação, caso os players dessa indústria fossem um “produto”, por mais paradoxal que seja, a meu ver eles são os “laggards”, ou seja, os retardatários para uso e adesão de novas metodologias e novas tecnologias. Uma hipótese, talvez seja o fato dos modelos de negócios estarem presos e dependentes nos moldes do século passado. Não conseguiram reprimir a invasão estrangeira de grandes players internacionais, impedir a desidratação dos veículos nacionais de mídia e a obsolescência das agências de publicidade. Diante este cenário, surge uma tábua de salvação ou trampolim para eles atravessarem ou pularem este “abismo”, os hacks criativos.

A ideia destes hacks é desenvolver trabalhos aplicados para a inovação, aceleração e transformação digital. Proporcionar uma imersão criativa, fazendo uso de ferramentas de design e negócios que nasceram na cultura de empresas de tecnologia. Estes hacks têm a missão de ajustar, de forma dinâmica, a visão estratégica de empresas, veículos e agências, para estarem preparadas para o novo mercado. São sprints imersivos e colaborativos que duram aproximadamente uma semana e proporcionam a magia de chegarem a soluções inéditas e consensuais.

Se toda a indústria irá se salvar, não sei ao certo, mas os hacks podem ajudar muitas empresas a reencontrarem seus propósitos e capacitá-las para entrarem de forma competitiva no mercado complexo, disruptivo e frenético que estamos vivendo.

*André Chaves é Chief Growth Officer da Futurum Capital

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