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Tecnologias no entretenimento estão transformando a relação com o consumidor

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Tecnologias no entretenimento estão transformando a relação com o consumidor

Marcas que aplicarem os mesmos recursos do cinema e dos jogos às suas marcas, sairão à frente na preferência do consumidor

5 de agosto de 2021 - 6h03

Imagine que você está numa sala de cinema na década de 1970 para assistir a exibição do clássico Tubarão, de Steven Spielberg (Jaws, no título original em inglês). Cada cena em que aquele monstro saltava quase que para fora da tela provocava em todos ali sensações que jamais poderiam ser esquecidas. Mesmo com recursos limitados, o filme arrancou gritos e trouxe a experiência do “terror” graças a sua trilha e suspense épicos. Salta o tempo e, décadas depois, com a sofisticação dos recursos em 3D, de realidade aumentada e virtual, tanto a sétima arte quanto o universo dos games entregam hoje experiências imersivas que envolvem o público de maneira ainda mais intensa, ao ponto de simular toques no corpo, fazendo deste mercado um dos mais promissores atualmente.

E foi justamente agora, durante a pandemia, que o setor de games bateu recordes históricos de crescimento. Isso porque o consumidor busca cada vez mais o entretenimento que une boas histórias ao universo mágico que a tecnologia proporciona. Em um mundo onde se anuncia a chegada do 5G, e no qual as pessoas utilizam seus smartphones não só para consumir cultura, mas também efetuar compras e usar serviços, as marcas que aplicarem os mesmos recursos do cinema e dos jogos às suas marcas, sairão à frente na preferência do consumidor.

Não é à toa que o mercado global de realidade aumentada e virtual chegou à casa dos US$ 100 bilhões em 2020, cifra exponencialmente maior dos que os US$ 3,2 bilhões, movimentados em 2017, de acordo com IHS Markit. Isso já é o reflexo da aplicação de todos estes recursos em diferentes setores como o varejo, moda e até o financeiro para que a experiência do cliente seja cativante e, por conseguinte, retenha a clientela.

Vamos pensar em um bom exemplo: imagine que você está à procura de um sofá novo e não tem certeza de qual tom vai combinar com a parede que acabou de pintar. Ao pesquisar por diversas lojas, descobre que uma delas tem a opção de reproduzir as diferentes opções de estofados coloridos com sua sala ao fundo, por meio de uma foto tirada com o seu celular ali mesmo, na sua sala, e sem precisar sair de casa. Se uma das combinações ficar em linha com a decoração que você deseja, é muito provável que será efetuada a compra.

Isso é um retrato da tendência que esse tipo de tecnologia deve trazer em breve, ficando ainda mais popularizada e acessível com a chegada do 5G, umas das últimas barreiras tecnológicas a serem vencidas para que as empresas forneçam experiências mágicas aos clientes. Com o setor de games não é diferente. Já há algum tempo essa plataforma de entretenimento vem sendo usada por empresas em treinamentos de colaboradores e também como uma forma lúdica de engajar os consumidores com as marcas. Mas não para por aí. Os consoles de jogos também estão se transformando em uma plataforma de pagamento. Estudo feito pela Visa aponta que as transações financeiras feitas por controles de jogos saltaram 140% em 2020, em comparação ao ano anterior.

Aqui no Brasil, o Anansi Collective está reunindo pequenas e médias produtoras de games para desenvolverem experiências de gamificação e interatividade virtual para clientes de diferentes setores econômicos. Ao redor do mundo, empresas como a norte-americana Living Popups, criadora de experiências de realidade estendidas aplicáveis para plataformas digitais, têm em seu time criadores que atuaram em Hollywood e assinaram produções como Sex & The City para criarem soluções altamente diferenciadas para setores como o varejo, serviços financeiros e segmento corporativo.

E os pontos de venda também não vão ficar atrás nesse quesito. Será possível, por exemplo, proporcionar prateleiras e araras virtuais para acomodar opções que não couberem no espaço físico e até proporcionar a simulação do caimento de alguns tecidos em situações diferentes das do ambiente fechado de uma loja. Com certeza, as marcas que tiverem essa visão à frente do tempo vão encantar e atrair mais consumidores. Onde está a sua marca nessa corrida pela experiência?

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