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Cinco ingredientes que não podem faltar no seu “bolo intraempreendedor”

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Cinco ingredientes que não podem faltar no seu “bolo intraempreendedor”

Mas a receita é por sua conta!

24 de agosto de 2021 - 6h04

(crédito: reprodução)

“Largou tudo e foi empreender” – será que este é mesmo o único caminho, largar tudo? O intraempreendedorismo ganhou força na última década e mostra que empreender está muito mais ligado à atitude do que ao tipo de empresa onde este empreendedor atua. Meredith Somers, em 2018, disse que “intraempreendedorismo é necessário para o futuro de uma corporação como nadar é para os tubarões – se não o fizer, morre”. O intraempreendedor se tornou um dos mais importantes recursos nas empresas de alta competitividade. Natália Iazzetti, Gerente de Transformação Digital na Unilever, diz “Sempre fui curiosa, me perguntava como poderia inventar ou transformar algo. E me encontrei no “intra”! Estrutura, mentoria e segurança financeira que gosto e, ao mesmo tempo, flexibilidade e possibilidade de criar”. Quando corporações entendem o potencial da inteligência e dos talentos que têm dentro de casa, o “tubarão volta a nadar”.

Há mais de três anos me dedico ao fomento do intraempreendedorismo, pois tais talentos só prosperam se encontram um ambiente ideal. Identifiquei cinco ingredientes indispensáveis à cultura intraempreendedora, que compartilho aqui. A má (ou boa) notícia é que não existe receita pronta. A mágica está em criar.

1. ATITUDE CURIOSA: Intraempreendedores têm a capacidade diferenciada de encarar problemas sob diferentes perspectivas e explorar soluções não convencionais. Esta habilidade é fruto da curiosidade, do questionamento, do interesse por múltiplos assuntos, que constroem um repertório rico. Incentive!

2. SIGA O MESTRE: Uma cultura que acolha o intraempreendedor começa pelo clichê – o exemplo. Se você não se identifica com este perfil, encontre quem seja e dê-lhe palco (sim, confie). Gere pequenas histórias de sucesso (e fracasso) que despertem os talentos e mostrem possibilidades dentro da organização.

3. PAIXÃO > HABILIDADE: Habilidades são aprendidas e no terreno, às vezes árido, do intraempreendedorismo, a coragem, resiliência e vontade real de fazer acontecer se sobrepõem aos “hard-skills” e revelam “talentos” que florescem justamente por estarem em seu local de (des)conforto.

4. NORMALIZE O FRACASSO: Assim como no universo das startups, corporações devem estar preparadas para acolher inúmeros fracassos para gerar alguns poucos e bons sucessos. É a lógica da inovação contrapondo séculos de aversão ao risco. Mas é possível lidar com esta ansiedade corporativa por meio da experimentação estruturada – crie ambientes de teste para começar pequeno, arriscar mais (e fracassar), mensure resultados, adapte-se e não aponte culpados.

5. ALIADOS NA MARINHA: Steve Jobs dizia que era “mais divertido ser pirata do que ingressar na marinha” e certamente concordo, mas para alcançar a desejada cultura de inovação, os rebeldes precisam de aliados no topo. Isso porque até ideias fantásticas morrem na praia por falta de patrocínio, visibilidade, apoio e até por serem expostas no momento errado. Ter aliados “na marinha” que enxerguem oportunidades criadas pelos “piratas” intraempreendedores e as conectem estrategicamente será crucial para que tais ideias realmente prosperem.

Intraempreender pode ser tão energizante e desafiador quanto empreender. Eu tenho orgulho de ser uma das fundadoras da Garagem da Unilever, onde nossos intraempreendedores se encontram. Nossos ingredientes básicos são estes e estamos sempre experimentando novas receitas ou ingredientes. Mas talvez o principal aprendizado seja que cultura intraempreendedora nasce e prospera justamente por cada intraempreendedor. Encontre-os e continue nadando.

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