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Futuro do trabalho: Pense simples, teste e use o poder da colaboração

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Futuro do trabalho: Pense simples, teste e use o poder da colaboração

Autonomia, pertencimento e colaboração: novos caminhos para o futuro do trabalho

28 de setembro de 2021 - 6h07

(Crédito: Jacob Lund/ Shutterstock)

Em pesquisa realizada pela Mckinsey & Company, em 2018, mais de um a cada cinco entrevistados ressaltam que as formas mais ágeis de trabalho são prioridade para a mudança organizacional, sendo a colaboração a chave para o futuro do trabalho.

Independente do lado em que estive, esta sempre foi uma das premissas mais poderosas no dia a dia da criação, como bem coloca Jeff Bezos, da Amazon:

“Para inventar, é preciso experimentar. E, se você sabe de antemão que vai funcionar, não é um experimento. A maioria das grandes organizações abraça a ideia da invenção, mas não está disposta a sofrer a série de experimentos fracassados necessários para chegar lá.”

Aqui na Unilever criamos o Flex: uma plataforma que conecta desafios de negócio à pessoas do mundo todo em busca das melhores soluções. Surge, então, uma grande oportunidade de experimentarmos novas formas de trabalho, mais ágeis e flexíveis, considerando as necessidades individuais de cada um de nossos colaboradores.

Com este espaço aberto, tínhamos o desafio de desenvolver uma comunidade de funcionários que criassem conteúdo para expandir a presença da marca OMO nas redes sociais e se conectar ao público mais jovem. Pensávamos que se cinco pessoas acreditassem na nossa ambição, já seria um sucesso. Em um dia, tínhamos mais de vinte interessados cadastrados, de todas as áreas, regiões do país e gerações.

Neste formato, o time dedica duas horas do seu tempo para outra área de conhecimento, algo que esteja ligado ao seu propósito; por exemplo, experimentando novas oportunidades de carreira, de aprender e testar novas habilidades.

Desenvolvi este projeto com apenas três meses desde que ingressei na companhia e foi uma oportunidade de poder transformar meu propósito em prática. O meu maior aprendizado foi tomar decisões racionais, mas impulsionadas por uma paixão.

O Flex de OMO foi o momento de conhecer melhor os times, já que cheguei em meio a pandemia no formato home office. Me ajudou muito na integração com várias áreas e com a diversidade de opiniões para transformar a paixão interna das pessoas em conteúdo que engaja o público.

Dentro destas etapas de co-criação, posso destacar cinco que foram fundamentais para fazer acontecer:

1. Seja objetivo: Nós sabíamos aonde queríamos chegar, com uma perspectiva de diversidade e inclusão em tudo que íamos construir.
2. Criatividade: Para ser criativo, este time precisava de autonomia, deixar um formato para eles auto se organizarem e trazerem as ideias sem filtro. Os processos foram criados juntos e colaborativamente.
3. Paixão: O engajamento gerado nas pessoas, através do sentimento de pertencer ao time, e ser responsável pelos conteúdos das redes sociais e campanhas de novo posicionamento da marca que está na casa de todos os brasileiros.
4. Colaboração: O objetivo era aprender e colaborar entre os times buscando fazer algo novo e se conectar com os consumidores.
5. Feedback contínuo: um território de confiança com trocas verdadeiras e recorrentes entre os times.

Hoje, o Flex de OMO conta com mais de 33 colaboradores e já foram criados mais de 400 conteúdos em três meses, além das muitas horas de treinamento e desenvolvimento daqueles que compõe o grupo.

Esse projeto é uma maneira de testar novos formatos para o futuro do trabalho e observar como os colaboradores se adaptam a essa nova realidade. Então, será que no futuro vamos ter um cargo específico, uma área determinada, ou vamos ter muito mais oportunidades de participar de onde estivermos, colaborar com os nossos conhecimentos e vontade de experenciar projetos com equipes multidisciplinares?

Certamente vale o desafio!

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