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Nova ordem do ESG – da ação ao storytelling

Se você deseja traduzir seus esforços ESG em histórias poderosas que gerem confiança, credibilidade e lealdade, pense em como você está contando esta história

26 de outubro de 2021 - 6h01

(crédito: SWKStock/shutterstock)

Não é difícil notar que ESG está nas pautas e nos spots do mercado no mundo inteiro, numa intensidade nunca vista anteriormente. Isso não é por acaso. De acordo com uma pesquisa recente da IBM e da National Retail Federation, 80% dos consumidores indicaram que a sustentabilidade é importante para eles e 57% indicaram que estão dispostos a mudar seus hábitos de compra para ajudar a reduzir os impactos ambientais negativos.

Diante este cenário, as empresas estão avançando em iniciativas ambientais, sociais e de governança (ESG), mas muitas têm dificuldade em compartilhar seus esforços de maneira autêntica e identificável. No entanto, se você não está expondo sobre os passos inovadores que sua empresa está dando e o progresso que você pode estar fazendo em relação às metas estabelecidas, você está perdendo a oportunidade de criar consciência, compreensão e, em última análise, credibilidade com seus funcionários, clientes e investidores.

Em muitos casos, os relatórios ESG não são opcionais, pois certos investidores exigem que eles sejam concluídos com base em padrões estabelecidos por organizações de certificação, como a Global Reporting Initiative (GRI). Mas como você pode traduzir programas ESG que são importantes para sua empresa e negócios em histórias que educam e engajam seu público?

Além das consultorias tradicionais que estão mergulhadas neste tema, surgem de maneira mais acessível, boutiques de ESG que nasceram com este propósito como a OAK, recém lançada em São Diego em setembro deste ano. Ela foi criada por renomados profissionais brasileiros nesta área que tem como objetivo ajudar empresas a criarem a narrativa, assegurando que todos os avanços sejam ações legítimas, relevantes e que consigam efetivamente engajar, shareholders, stakeholders, clientes, enfim todos os agentes do ecossistema.

Apenas como teaser, para iniciar esta jornada, é preciso: ter um plano com objetivos claros e mensuráveis vinculados aos pilares ESG e às metas da empresa; identificar seus stakeholders e determinar quais estratégias a sua empresa usará para alcançá-los no momento certo, na ordem certa e com as mensagens certas; ser consistente onde todas as mensagens ESG devem ser incorporadas em todos os canais de comunicação, a partir do seu site para as mensagens internas funcionários estão recebendo a pontos de falar de liderança para compromissos públicos ou investidores; ativar apoiadores; ser transparente. Enfim, sabendo sempre que a comunicação nesta área é longa e eterna, não tem fim.

Sempre lembrando que a narrativa ESG de uma empresa deve ser abrangente e equilibrada, levando em consideração o ‘E’, ‘S’ e ‘G’ de maneira uniforme, e pode complementar — ou mesmo aprimorar — o processo de relatório anual.

Se você deseja traduzir seus esforços ESG em histórias poderosas que gerem confiança, credibilidade e lealdade, pense em como você está contando esta história. Isso é pauta obrigatória dos gestores da empresa, CMO, CGO, em especial, do CEO, o principal agente de transformação desta nova ordem mundial.

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