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Nutrir um networking difuso e diverso é a chave para melhores tomadas de decisão

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Nutrir um networking difuso e diverso é a chave para melhores tomadas de decisão

Sempre é hora de dedicar algum tempo aos seus contatos e começar

16 de novembro de 2021 - 6h00

Talvez você nunca tenha percebido no seu dia a dia a construção do seu networking. Sabemos que as relações que adquirimos na vida são valiosas, mas será que temos consciência que o tempo dedicado aos nossos relacionamentos influenciam na construção desse capital social que é a nossa rede?

Se “quem trabalha muito não tem tempo para ganhar dinheiro”, como brinca o dito popular, quem passa os dias mantendo relações que já estão dadas, talvez fique sem tempo para se apresentar às pessoas que realmente precisa ou deveria conhecer.

Ter um olhar cuidadoso para o seu networking não é algo de “gente interesseira”, como dizem as más línguas. A curadoria da nossa rede de contatos é uma chave importante na tomada de decisões, que ao contar com novas visões de mundo se tornam mais completas, inovadoras e até mais inclusivas ao lidar com adversidades ou novos desafios.

Talvez você nunca tenha percebido no seu dia a dia a construção do seu networking (Crédito: Pixabay/Pexels)

Afinal, networking significa literalmente “trabalhar a rede” que você vai firmando ao longo da vida e que reúne as pessoas que você conhece. Uma pesquisa da Universidade de Columbia (EUA) indica que, ao longo da vida, acumulamos “networking” e num determinado ponto da nossa jornada de vida esse “capital social” acumulado pode ser tão ou até mais importante que o nosso capital intelectual. E faz todo sentido, porque essa rede que te segura em momentos de tensão e que te dá propulsão quando você está pronto para voar.

Mais do que números, meu conselho é refletir sobre a qualidade da sua rede e do seu capital social. Ela te empurra adiante quando você precisa, te dá segurança, provê estabilidade? Saber como esse capital social adquirido funciona para o seu perfil e para os seus objetivos é como se preparar para uma viagem: você tem tudo que precisa na sua mala? O que ainda precisa encontrar e adicionar na bagagem?

O mesmo vale para seus planos pessoais e de carreira: será que você já tem o capital social necessário para te apoiar na próxima jornada? Que tipo de pares você pode querer ao seu lado para o seu próximo passo profissional, sua próxima faixa etária ou novo projeto de vida?

Networking não é o que a gente faz apenas no cafezinho do corredor da empresa, já que o capital social é mais amplo e inclui as pessoas que fazem parte da nossa vida em diferentes aspectos. Aprendi na Universidade de Columbia, em curso de desenvolvimento de líderes, a refletir sobre a minha rede pensando em dois arquétipos: o coeso e o difuso.

Um networking coeso tem perfis de pessoas muito semelhantes (mesma faixa etária, mesma profissão, mesma empresa), o que geralmente é bom para a execução de tarefas. Ao mapear sua rede, você rapidamente consegue imaginar equipes que têm coisas em comum, o que é ideal para realizar coisas de maneira eficiente.

Outro formato clássico de networking é o difuso, que possui perfis intrinsecamente diferentes, variados, complementares ou não, que são excelentes para abraçar a diversidade de opinião, de culturas, de níveis intelectuais e sociais e de experiências.

O networking difuso é indicado para tomadores de decisão que podem testar a adesão a novas propostas, verificar um posicionamento ou direcionamento, além de auxiliar na busca por soluções criativas e amplitude de pensamentos. Uma rede diversa contempla diferentes cores, gêneros, profissões, formações e opiniões. É mais desafiadora de construir, mas muito relevante. Não é à toa que executivos de alta liderança passam cerca de 70% do seu tempo dedicado a contatos e relacionamentos em construção e 30% do tempo com relações já estabelecidas, segundo as mesmas pesquisas da Universidade norte-americana.

Por isso, entender o que a sua rede representa para você é um exercício crucial. Não existe certo ou errado, mas atitudes mais acertadas para o seu momento.

Vai mudar de fase, de rumo, de carreira? Precisa tomar uma decisão importante? Talvez você possa se beneficiar de uma rede de contatos mais difusa, mais diversa. E para isso precise dedicar mais tempo da sua agenda a novos relacionamentos. Prevê entregas intensas, recorrentes? Uma rede de contatos coesa, focada, cheia de objetivos em comum, pode ser mais benéfica.

E para construir essas redes, será preciso dedicar tempo, aprender alguns macetes e, claro, apostar na prática. Acionar à sua rede vai exigir um pouco de “cara de pau”, um tanto de coragem e, ouso dizer, um pouco de humildade. Mas é por meio da prática que você vai fortalecer essas habilidades e reforçar sua proximidade com perfis coesos ou difusos.

Qualquer que seja a configuração do networking que você decidir construir, a regra de ouro que aprendi com Dani Graicar é se lembrar de agradecer às pessoas da rede que te apoiam de maneira personalizada. Parte do meu networking difuso que me impulsionou em novas direções foi a Dani quem me colocou em contato com a Aladas e me apoiou rumo a novas experiências profissionais, me inspirando sobre as maneiras de me posicionar como uma executiva madura, líder e conselheira de negócios de impacto. Essa coluna é parte do meu agradecimento à ela, que respira esta matéria com uma naturalidade ímpar!

Construir um networking forte é um trabalho de longo prazo. Mas com dedicação e gratidão, é possível lapidar uma rede capaz de nos apoiar em desafios imprevisíveis, auxiliar a montar equipes diversas, tomar decisões mais acertadas e prosperar.

A boa notícia é que sempre é hora de dedicar algum tempo aos seus contatos e começar.

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