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Mídia on the go

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13 de dezembro de 2021 - 14h21

(Crédito: Metamorwork/ iStock)

Tudo ao nosso redor está em movimento. A cadeia produtiva se move para atender às demandas de mercado e o mercado se adapta aos movimentos de consumo. E para conectar a oferta e a demanda, temos a indústria da propaganda, que aquece a economia brasileira em mais de 419 bilhões de reais, produz 6% do PIB nacional e gera R$ 8,54 na economia nacional a cada R$ 1,00 de investimento em propaganda (segundo estudo da Deloitte de 2021). Em outras palavras: é a indústria da propaganda que movimenta todas as outras indústrias.

Entretanto, para que esse movimento ocorra de maneira satisfatória, a indústria da propaganda precisa pegar tração com a mídia, pois sem distribuição da mensagem nos canais mais relevantes, tudo anda devagar e, consequentemente, o varejo não vende, a produção não gira, as empresas não lançam.

Neste complexo ecossistema da mídia de hoje – com inúmeras possibilidades –, um tripé de muita consistência tem se revelado: as ações integradas em ooh, mobile e rádio. Criando o conceito de mídia on the go ou mídia em movimento, que acompanha as conexões urbanas dos consumidores.

A mídia exterior tem vivido seu melhor momento pós-pandemia, com exibidores em alta taxa de ocupação, metodologias sendo desenvolvidas para melhor aferição dos resultados das campanhas e clientes investimento e acreditando, cada vez mais, no meio, apostando em experiência de marca nas ruas do Brasil. Não é à toa que o OOH é o terceiro meio de mídia do país, atrás apenas da TV aberta e da internet, segundo CENP Meios 2021.

Porém, não podemos pensar em soluções de mídia fora de casa sem a convergência do OOH com o Mobile, considerando que atualmente circulam 242 milhões de smarthphones no bolso dos brasileiros em cada canto do país. A mídia OOH e os celulares estão cada vez mais juntos, pois é a forma ideal de interação com o público.

Essa é a maneira eficiente de maximizar o alcance ao público-alvo: aumentando a probabilidade de visitas às lojas em até cinco vezes, em comparação com as pessoas que não tiveram contato com as duas formas de publicidade (conforme a global da JC Decaux OOH & Mobile de 2019). Pesquisa realizada pela Nielsen confirma que 66% dos usuários de smartphones tiveram algum tipo de reação após ver um anúncio de OOH, sendo que quatro, em cada dez pessoas, pesquisaram sobre o assunto visto.

Muitas empresas vêm trabalhando com ferramentas para fazer o OOH e o mobile ainda mais conexos, porém, não estão envolvendo um dos meios com maior adaptabilidade de toda a cadeia de mídia, que é o rádio. No Brasil, 78% das pessoas escutam rádio e, destes, 81% consomem dentro dos automóveis da maneira tradicional. Esse consumo também é retratado, por exemplo, no Reino Unido, em que 67% da força de trabalho usam o carro para se deslocar, passando 75 minutos por dia ao volante. Esse é o tempo que leva para voar de Londres para Paris. E isso equivale a dois anos na média de vida. Aí está uma oportunidade de se comunicar através desse tripé com o rádio, ooh e mobile.

Nesse contexto, importante descatar o Waze, aplicativo israelense adquirido pelo Google, em 2013, que apresenta a melhor rota de deslocamento no trânsito. A ferramenta tem iniciativas interessantes nesse sentido, como o W/OOH e outras ações que combinam um ecossistema entre rádio, motoristas e a mídia exterior.

As ruas são o futuro e o futuro ainda é o carro, que deve dobrar de número até 2040. Portanto, o tempo que as pessoas gastarão nos carros e o potencial para os anunciantes se conectarem com eles tende apenas a crescer. E, com o advento de veículos conectados sem motorista, abrem-se caminhos muito empolgantes para ações de mídia em movimento no ooh, mobile e rádio.

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