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A educação é a distância, mas a mídia é ali na esquina

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Opinião

A educação é a distância, mas a mídia é ali na esquina

Lembrança de marca das instituições de ensino é construída aí, na mídia local e de massa. Depois segue o funil de vendas com o digital, fazendo o seu trabalho de conversão

21 de janeiro de 2022 - 16h58

O crescimento do segmento de educação a distância no Brasil é fora da curva. Entre 2009 a 2019, o crescimento do EaD foi de 378,9%, segundo dados do Censo de Educação Superior para o Inep, contabilizados em 2020.

Como resultado, o ensino à distância no Brasil superou o presencial. Há mais alunos matriculados no EaD (53,3%) do que assistindo às aulas presencialmente (46,7%). O ápice foi registrado entre março e abril de 2020, em razão da pandemia do coronavírus, quando o EaD registrou aumento de 70% nas matrículas.

Para entender a educação a distância, é preciso entender o Brasil. Somos um país continental, com alta desigualdade social, sendo que apenas 5% da população tem curso superior concluído. Por outro lado, as melhores oportunidades de trabalho e o crescimento profissional exigem uma formação superior que fomente e desenvolva as competências técnicas que o setor produtivo procura.

Nesse sentido, o EaD vem ao encontro da necessidade do brasileiro, pois fornece diferencial competitivo ao ensino in loco, nos seguintes aspectos:

Praticidade – poder encaixar o estudo no seu horário e não o seu horário no estudo, faz toda diferença. Estamos falando de trabalhadores que, muitas vezes, chegam tarde da noite e só têm essa disponibilidade de tempo para se dedicar à sua formação.

Economia – os valores das mensalidades no EaD são mais atrativos, pois o custo de uma estrutura presencial é extremamente alto para as instituições.

Inclusão – a praticidade e a economia citadas acima favorecem a inclusão de mais pessoas que buscam uma formação profissional e ascensão no mercado de trabalho, além de ter democratizado o acesso à educação ao atuar como meio facilitador para pessoas com deficiência e dificuldades de locomoção.

A acessibilidade, por sua vez, é algo que precisa ser melhorado. O acesso à internet, ainda não muito satisfatório no Brasil, ainda deixa a desejar no tocante à qualidade e à velocidade das conexões, o que pode dificultar o acompanhamento das aulas online.

No EaD, o modelo de negócio contempla os polos regionais. Os polos de educação a distância ou polo de apoio presencial é o local devidamente credenciado pelo MEC, no país ou no exterior, próprio para o desenvolvimento descentralizado de atividades pedagógicas e administrativas relativas aos cursos e programas ofertados a distância. É no polo que o estudante terá as atividades de tutoria presencial, biblioteca, laboratórios, teleaulas, avaliação (provas, exames, etc.) e poderá utilizar toda a infraestrutura tecnológica para contatos com a instituição ofertante e/ou participantes do respectivo processo de formação.

O polo regional tem o pulso da cidade e das pessoas. É aí que entra o poder de capilaridade das principais instituições de ensino. São nacionais, mas construídas por meio da presença regional. A Uninter, uma das maiores instituições de educação a distância do Brasil, tem mil polos de apoio presencial espalhados em mais de 700 cidades em todos os estados brasileiros.

Quando falamos de construir presença regional, precisamos olhar para as oportunidades de mídia regional, e isso o segmento de educação faz muito bem. É o setor líder em investimento publicitário no meio out-of-home, com 9% de participação, que entrega grande alcance e impacto nas conexões urbanas das pessoas em outdoor, mobiliários urbanos, metrô, busdoor e nos monitores de elevadores residenciais e comerciais. Tudo isso com estudos de geolocalização que cruzam o endereço dos polos com a jornada das pessoas, para um roteiro de mídia cada vez mais assertivo.

No rádio, que é a emoção da verdade, a educação ganha a credibilidade necessária para reforçar o seu poder transformador na vida das pessoas e na sociedade. Washington Olivetto, no recente evento de 30 anos da CBN, no Rio de Janeiro, disse: “O rádio continua vanguarda por ter duas características imbatíveis: a instantaneidade e a capacidade de mexer com a imaginação das pessoas”. No mesmo evento, Márcia Menezes, head de Jornalismo Digital da Globo reforçou: “A voz do comunicador traz o componente humano, da verdade”.

A lembrança de marca das instituições de ensino é construída aí, na mídia local e de massa. Depois segue o funil de vendas com o digital, fazendo o seu trabalho de conversão.

O EaD, que em dez anos cresceu mais de 300%, aproveitou a oportunidade chamada Brasil, com 95% das pessoas sem ensino superior, capacitou-se tecnologicamente e fez uma excelente lição de casa no marketing e na comunicação.

É a educação a distância diminuindo a distância da desigualdade no Brasil.

**Crédito da imagem no topo: Blue Planet Studio/Shutterstock

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