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Novidades da Apple em sua conferência global e como elas impactam as marcas

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28 de junho de 2022 - 6h00

(Créditos: Andrey Suslov/shutterstock)

Como era de se esperar, a conferência global de desenvolvedores da Apple (Apple Worldwide Developers Conference) trouxe várias novidades e indicativos de como a gigante de tech vai encarar sua integração com a Web no futuro. O evento realizado neste mês de junho também trouxe algumas sinalizações de como isso pode impactar os negócios de marcas e o consumidor final.

Como acontece todo ano, uma legião de fãs, entusiastas e público em geral aguardam ansiosamente as novidades da Apple em seu evento, quando sabemos de seus lançamentos e novidades de seus softwares, principalmente, o sistema operacional para iPhone, o famoso iOS.

Foi anunciado, por exemplo, o suporte para web push notifications. O recurso pode parecer sutil, mas não é. Atualmente, para as marcas anunciantes terem comunicação com seu cliente através de notificações por push no iPhone, é necessária uma implementação exclusiva em um aplicativo nativo. Com este novo suporte, soluções mais simples e híbridas poderão ser adotadas, retirando a exclusividade de um app para tal funcionalidade. A má notícia é que isso ainda demora: infelizmente, apenas em 2023 para iOS.

A Apple foi pioneira no que diz respeito a aplicações web para celulares, mesmo que de forma escassa, com o conceito de “adicionar à tela inicial”. Algum tempo mais tarde, mas não pelas mãos da empresa americana, chegou o PWA (Progressive Web APP), aumentando ainda mais a sempre acirrada discussão entre desenvolvimento de um aplicativo nativo ou um aplicação web moderna. Pois bem, com este novo suporte para notificações em push, mais um passo é dado em favor da web.

Um passo maior que esse seria se a Apple liberasse em seu iOS outros navegadores, por exemplo. Nem todos sabem, mas mesmo havendo o navegador Chrome nos iPhones, na verdade, o motor de renderização -conhecido por WebKit – é o mesmo do Safari, navegador nativo da Apple. Até mesmo o governo britânico se intrometeu nessa polêmica e pretende iniciar uma investigação a respeito deste tipo de exclusividade.

Perceba que todos esses movimentos resultam em algo maior no futuro. O fundador do Twitter, Jack Dorsey, publicou mais uma variação, chamada de Web 5, cujo título é “WEB5: an extra decentralized web platform”. Depender menos de aprovações de lojas, além de ter funcionalidades nativas em navegadores são premissas importantes para que se atinjam esses objetivos. Claro que há muito mais questões e complexidades envolvidas.

O iPhone, ainda que em cerca de 15% do mercado nacional, é extremamente representativo. Além de uma ótima confiabilidade em hardware e software, detém o desejo de consumo. Quem dita o mercado, muito provavelmente, lê este artigo em seu iPhone, como boa parte dos executivos e profissionais de agências de publicidade, por exemplo.

Há, entretanto, uma grande parcela do público-alvo de anunciantes que portam modestos low-end devices, com baixo poder computacional e, muitas vezes, com conexões de dados limitadas. Estamos, nós, criando e executando soluções adaptadas também para esse público? Deixo esse tema para uma próxima oportunidade.

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