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Empresas nos EUA se unem para planejar mercado de publicidade digital num mundo sem cookies

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Empresas nos EUA se unem para planejar mercado de publicidade digital num mundo sem cookies

A inciativa é louvável e necessária. Reflete , finalmente, a preocupação de uma indústria, a nossa, se não ficou claro, que foi negligente, irresponsável, invasiva e anti-ética no uso de informações privadas das pessoas durante anos e até agora.

10 de agosto de 2020 - 8h07

4A’s, Association of National Advertisers / ANA, Interactive Advertising Bureau, IAB Tech Lab, Network Advertising Initiative, World Federation of Advertisers. Ford, General Motors, IBM, Procter & Gamble, Unilever, UM (uma empresa IPG Mediabrands), Publicis Media, NBC Universal, Adobe, MediaMath e The Trade Desk são algumas das empresas e entidades que, semana passada, tornaram pública a iniciativa comum Partnership for Responsible Addressable Media, cujo objetivo é criar padrões e procedimentos que sirvam como base para a indústria operar publicidade digital com o fim dos cookies.

O grupo declara ter tomada essa indiciativa de união para “promover e proteger funcionalidades críticas, como personalização e análises para mídia digital e publicidade, enquanto protege a privacidade e melhora a experiência do consumidor”.

Isso ocorre porque os principais browsers, os sistemas de navegação na web que todos usamos (Chrome a partir de 2022 e Safari e Mozilla já de alguns meses para cá), decidiram não mais permitir o uso de cookies, pedaços de código que agências, anunciantes e intermediários de tecnologia de toda a cadeia da publicidade digital se utilizaram durante anos para identificar online seus usuários e consumidores, nem sempre com seu consentimento explícito e/ ou consciente.

A festa acabou. Ou está prestes a acabar. E os cookies, altamente eficientes para otimização da audiência tanto para a publicidade, quanto para o e-commerce, terão agora de lidar com uma nova realidade, consentida e consciente, no que se refere ais dados digitais de identificação de seus públicos-alvo.

Entre os principais objetivos do grupo de empresas e entidades estão:

1. A privacidade do consumidor deve permanecer um pilar fundamental da solução, fornecendo aos consumidores transparência e controles significativos, dando ao mercado as ferramentas para entender as preferências do consumidor e a capacidade de obedecer a essas preferências.

2. Os consumidores devem ter acesso a ofertas de conteúdo diversificado e competitivo, baseadas por suas opções de se envolver com publicidade digital em troca de conteúdo e serviços.

3. As operações de negócios, incluindo segmentação de anúncios, entrega de anúncios, limite de frequência, gerenciamento de campanhas, análises, implantação de canais cruzados, otimização e atribuição devem ser suficientemente apoiadas e aprimoradas por meio de melhores padrões tecnológicos e de política para todos os casos de uso críticos.

4. As soluções devem ser padronizadas e interoperáveis ​​para consumidores e empresas em navegadores, dispositivos e plataformas, sujeitas às leis e diretrizes de privacidade aplicáveis ​​e na medida em que sejam tecnicamente viáveis, eficientes, eficazes e otimizadas em relação à tecnologia hoje existente.

5. Todos os navegadores, dispositivos e plataformas devem permitir acesso igual, livre de interferências não razoáveis, às novas soluções.

6. As empresas que utilizam as soluções resultantes devem seguir os padrões de privacidade legais e da indústria, com forte responsabilidade e fiscalização para aqueles que violarem esses padrões.

A inciativa é louvável e necessária. Reflete , finalmente, a preocupação de uma indústria, a nossa, se não ficou claro, que foi negligente, irresponsável, invasiva e anti-ética no uso de informações privadas das pessoas durante anos e até agora.

Há uma série de formas de enfrentar esse novo desafio. Neste artigo da DP6, que publicamos aqui no ProXXIma dias atrás, alguns caminhos estão já tecnicamente delineados.

Leia aqui reportagem do site Martech Today sobre e tema e se informe sobre esse assunto mais de perto, porque se você é de marketing e/ou comunicação, ou atua de alguma forma nesta indústria, você e sua empresa serão inevitável e profundamente afetados.

 

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