Proxxima
Meio & Mensagem

Como educar martechs sobre a LGPD?

Buscar

Notícias

Publicidade

Como educar martechs sobre a LGPD?

Fabiana Schaeffer, COO da Circle Aceleradora e cofundadora da Netza, explica o papel do mercado em disseminar informação e aponta o crescimento do segmento de marketing atrelado à tecnologia

Victória Navarro
18 de novembro de 2020 - 8h00

 

Fabiana Schaeffer, COO da Circle Aceleradora e cofundadora da Netza (crédito: divulgação)

Com a nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o mercado de marketing precisa estar atentos às adequações. No dia a dia, os rastros deixados para trás pelos consumidores ao acessar à internet, mais do que nunca, se não protegidos, gerarão penalidades às companhias. Empresas como a Circle Aceleradora, focada em acelerar empreendimentos da área de marketing, gestão e vendas, cumprem como papel a função de educar o mercado de martechs sobre a nova lei. “Nosso papel é oferecer conteúdo relevante, voltado para a nossa vertical de martech e de forma colaborativa, disseminando essas informações para o maior número de pessoas possível”, afirma Fabiana Schaeffer, COO da Circle Aceleradora, ao ProXXIma. A profissional, também cofundadora da agência Netza, fala, ainda, sobre o crescimento de martechs no Brasil e mundo, tecnologia atrelada à criatividade e economia colaborativa.

O crescimento do setor de martechs
O consumidor foi o grande impulsionador do crescimento das martechs, no Brasil e no mundo. Cada vez mais exigente, ele sabe que tem o poder de escolha em suas mãos. Um estudo recente da Fecomercio-SP, com dados dos varejo físico e online apurados pela Ebit, revela que o comércio online em São Paulo cresceu seis vezes, nos seis meses de pandemia, o que equivale ao crescimento dos últimos seis anos. Sem dúvida, as tecnologias de marketing têm um papel fundamental neste cenário. As martechs vieram para ficar. O grande diferencial de uma martech é que ela trabalha com inteligência de dados e olha para seus clientes de uma maneira mais estratégica e tecnológica. E, isso significa entender quem é esse consumidor e o que ele quer. Temos que oferecer a relevância que faça sentido para nossos stakeholders. É ir além do briefing, ser mais investigadores, mais intrigantes, para oferecer soluções mais integradas e menos óbvias. Ainda estamos atrás de países mais desenvolvidos, mas o Brasil avançou bastante.

O grande diferencial de uma martech é que ela trabalha com inteligência de dados e olha para seus clientes de uma maneira mais estratégica e tecnológica

Como educar martechs sobre a LGPD
É um tema que gerou muita discussão entre os profissionais de marketing digital e de todo o mercado de comunicação, mas ele afeta toda a população. A verdade é que todos precisam se adaptar à lei e será necessário adequar tecnologias, treinar equipes e garantir que haja a mudança cultural dentro das empresas. É consumer first. E, isso significa ter o consentimento do consumidor e que essa autorização possa ser revogada a qualquer momento. É oferecer proteção mesmo, usar os dados de maneira mais consciente, respeitando o desejo dele de compartilhar ou não os seus dados. Isso traz esse consumidor ainda mais para o centro, é colocar o Código de Defesa do Consumidor em prática. Na Circle, estamos trazendo para as aceleradas esse olhar minucioso para a coleta, armazenamento e gestão de qualquer tipo de processamento dessas informações. O desafio é trabalhar com formas criativas para se adequar e não perder a relevância. Nosso papel é oferecer conteúdo relevante, voltado para a nossa vertical de martech e de forma colaborativa, disseminando essas informações para o maior número de pessoas possível.

Ferramentas de inovação baseadas em tecnologia e criatividade
Mais do que nunca, é preciso ser criativo para se aproximar do consumidor de maneira rápida, e a tecnologia traz essa agilidade. A criatividade é o destaque, o diferencial em um mercado que, se não for criativo não inova. A tecnologia veio para impulsionar e a criatividade não perderá seu papel relevante jamais, mesmo no cenário atual e, principalmente, neste momento tão tecnológico que estamos vivendo. Criatividade traz relevância para as martechs. Quanto mais criativas forem as ferramentas de inovação, mais relevantes serão as estratégias para chegar mais perto do público. Tem que falar de perto com os públicos, ser útil, pois eles desejam ter inovação na palma da mão.

É preciso ser criativo para se aproximar do consumidor de maneira rápida, e a tecnologia traz essa agilidade

A economia colaborativa
É preciso estar aberto para o novo e a martech chegou para desmistificar aquele marketing conservador, que é antigo e oferece certas resistências às mudanças. Este é um paradigma a ser quebrado. Martech tem que ser colaborativa e inovadora. A premissa da Circle é trazer as dores do cliente e resolvê-las em um ambiente colaborativo, com soluções completas de martech, de maneira que consigamos mergulhar por todos os mercados com diversas e melhores ferramentas. No ecossistema, temos as aceleradas e também as empresas parceiras que completam essa colaboração. Nem todo mundo precisa fazer tudo. Aqui, o generalista perde espaço e o colaborativo ganha relevância

*Crédito da foto no topo: Markus Spiske/Pexels

Compartilhe

Publicidade